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depeche mode - never let me down again
dan le sac vs scroobius pip - the beat that my heart skipped (live on xfm)
thieves like us - drugs in my body (database remix)
radiohead - everything in it's right place ( james lavelle mix)
peter, bjorn & john - young folks (ortzrocka mix)
hybrid - finished symphony (deadmau5 mix)
business man - dubby games
dragonette - i get around (midnight juggernauts mix)
daft punk - da funk
hot chip - hold on
happy mondays - 24 hour party people ( monkey mafia mix)

ótimos dias esses.

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::ccMixtape / 30min 96kbps

Midi Clock - Western
Forcemajeure - Work this out (roll out version)
solcarlus - I can’t quit you
The e sound project - A chemical hymn to the brothers
bluemiss - Sixty nine Dark Electro vision
williamberry - Time to Take Out the Trash (bill berry mix)
hisboyelroy - Revolve
trifonic - Bored on Your Backside
Hidden Fortress - We Be Gettin Busy

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as duas partes em:www.submusica.com/musicalivre

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::ccMixtape 005 / 39min 96kbps

The Rapture - Sister Saviour (Blackstrobe Remix)
DaMo_-_The_Fast_Metro_Ride
omnibuzz_-_Red_Light_District_Spa_Tempted_(Lounge_MegaMX)
if_-_Sound_of_the_Future_(Electrolytic_Night_Job_Remix)
natmoon_-_beasty_beat
revken_-_Like_Ani_(LBP_remix)
phusion_-_tender_hands_wild_minds
djtripp_-_No_Meaning_No_(DJ_Tripp_No_Jazz_Dub_Mix)
BuildingOnFire_-_Fixing_My_Brain_(Building_On_Fire_Mix)

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Cinco Perguntas Simples: Eduardo Ramos

1) O disco (como suporte físico) acabou?
Não acabou e não vai acabar. Frescura quem fala que vai acabar. Sempre vai ter gente comprando disco, não importa o formato. O mercado vai ficar menor para o suporte físico, mas nunca vai acabar.

2) Como a música será consumida no futuro? Quem paga a conta?
Alguém com certeza, porque mesmo com todas as evoluções das técnicas de gravação caseira - hoje dá para fazer um disco muito bom em casa -, ainda existem custos. Afinal o computador que o cara gravou o disco em casa, ele comprou, certo? Para conseguir um som excelente, você geralmente precisa equipamento físico, não apenas plugins e isso custa muito caro... Ou seja, esta pessoa tem que vender sua musica de alguma maneira.
O ponto é que hoje em dia o que realmente dá dinheiro e realmente tem uma otima performance em termos de ganhos são os shows. Então imagino todo mundo voltando aos anos 40/50, quando um disco era uma grande desculpa para colocar a banda na estrada. Artista que não tem um show fácil de levar para a estrada ou não está na estrada é um artista limitado. Já que o circuito de música ao vivo esta muito forte, as empresas estao de olho nisso. Para quem paga um milhão de reais por um festival, em algum momento eles vao pagar - já pagam fora do Brasil - 1 milhão para ter um certo numero de downloads, ou, vamos dizer, gastar 500 mil em um festival e 500 em downloads.

3) Qual a principal vantagem desta época em que estamos vivendo?
Fluxo de informação. Qualquer um acessa qualquer informação. Antes era muito complicado. Tinha que ter grana para ler revistas ou livros de fora do Brasil. Hoje tudo está linear.

4) Que artista voce só conheceu devido às facilidades da época em que estamos vivendo?
Putz.... qualquer artista pós-97 eu conheci por causa da internet. Quem escuta rádio? Ainda leio revistas, mas internet é o lance.

5) O estado da indústria da música atual já realizou algum sonho seu que seria impossível em outra época?
Com certeza. Por exemplo poder falar com artistas diretamente. Ou conseguir gravar um disco e distribuir o mesmo sem sair de casa.

Eduardo Ramos é dono da gravadora Slag.

Por Alexandre Matias às 3:03 PM

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::ccMixtape / 27min 128kbps / 130bpm

LisaDeBenedictis-Below_(nero'sdeep_below_the_belt_mix)
Cibelle_-_Noite_de_carnaval_(Andre_Sebastian_Remix)
shagrugge_-_Nada_como_una_sonrisa
minuskelvin_-_State_of_the_Union
teru_-_Desaprendere_-_Sanidade
monotom_-_bamboo
mcjackinthebox_-_Four_Nada
elinlissheim_-_Still

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O avanço da tecnologia digital e da internet permitiram a evolução e a democratização da produção musical em todo o planeta. Músicos, DJs e produtores foram à luta e derrubaram as barreiras estabelecidas pelas grandes gravadoras e ganharam espaço com lançamentos digitais através das netlabels. Por meio delas, estes artistas editam e divulgam suas músicas da forma mais livre e democrática possível.
Tanta novidade e criatividade mereciam um evento que refletisse o potencial dessa produção. No ano passado foi a vez de Berna, na Suíça, e Colônia, na Alemanha. Agora é Londres que recebe o Netaudio, primeiro festival de netlabels do mundo. O London Netaudio Festival quer ser uma celebração do esforço e da produção de músicos e ativistas dos selos espalhados na rede mundial e vai proporcionar uma plataforma para os artistas mostrarem trabalhos, expandir contatos com a comunidade e facilitar oportunidades para desenvolver sua arte.
O Netaudio 06 será uma amostra da produção que os artistas realizam através das netlabels, espécie de selo virtual que disponibiliza música em qualidade de CD gratuitamente. Muitas delas mantêm como colaboradores designers bacanas para criarem as artes das capas de seus "discos".
O festival acontece nos dias 15 e 16 de setembro no Candid Art Centre e no club/galeria de arte Eletrowerkz, com ingressos antecipados a 10 pounds (cerca de R$ 42). Entre os 31 participantes, de 12 países, já estão confirmados os ingleses Mint e Suzybee & Steevio, Receptor, do Chile, Urban Force e Digitalverein, da Dinamarca, os franceses Molair e DJ L'Embrouille, Pheek, do Canadá, Planet Boelex, da Finlândia, Kabele und Liebe, da Holanda e o argentino Barem.
No site www.netaudiolondon.cc é possível ver detalhes da programação e, é claro, ouvir e baixar faixas disponibilizadas pelas netlabels London Metroline, Hippocamp, Dataman, entre muitas outras.

Cinco Perguntas Simples: Claudia Assef

1) O disco (como suporte físico) acabou?
Você diz o CD? Este tá gagá, coitado, acho que é questão de 10, 15 anos pra ele ir desta pra melhor. Porque não vai fazer mais sentido você manter músicas num formato que suporta tão pouca informação quando comparado, por exemplo, um DVD ou mesmo a um pen drive... E pra ouvir, pra transpotar, que ainda é o grande valor dele, aí é que a indústria vai ter que suar a camisa e criar um produto atraente o bastante - o que eu acho difícil, porque competir com a comodidade que é comprar as faixas que quiser, com capinha e tudo, pelo internet, sem tirar a bunda da cadeira... Tá ruim pro CD, viu...
Em compensação, realmente acredito que o vinil passa por mais esta com uma certa tranquilidade. Não é romantismo, não, tô dizendo porque cada vez mais artistas fazem questão de lançar seus trabalhos também em vinil. Em Londres e Berlim, lojas de departamento têm umas puta seções de vinil... E não é só pra DJ, não, tem muita gente que ainda curte ter uma capa legal - e vamos combinar que só aí o CD, coitado, já perde de 10 a 0 -, gostam de manusear o vinil... Outro dado que não me deixa mentir é que nunca quanto nestes anos 00 fabricantes como Numark e Technics investiram tanto em pesquisas pra criar novos features pra velha e boa pick-up...

2) Como a musica sera consumida no futuro? Quem paga a conta?
Se eu soubesse, já tinha vendido a fórmula pra alguma major e tava agora comendo mangabá embaixo de uma sombra lá em Moreré, hehehe. Mas, sério, acho que não nada muito de ficção científica aqui. O que temos hoje é uma evolução muito rápida do que uns dois, três anos atrás parecia coisa de idiota: se dá pra baixar músicas de graça na internet, pra que alguém vai pagar por este serviço, né? Só que o que vemos hoje é que as pessoas querem sim pagar pela 1) comodidade, você não precisa passar três dias e três noites atrás de uma música difícil 2) qualidade inquestionávelmente melhor dos arquivos comprados, muitas vezes até em flac, que é um formato que permite perda de qualidade 3) confiabilidade, vc não quer ouvir uma faixa sem ter certeza que as informações daquele MP3s estão corretas, né...
Eu mesma já baixei uma porrada de discos errados - com nomes trocados ou mal grafados... A venda pela internet é interessante pra quem compra por todas essas razões, é interessante pro artista, porque ele chega mais rapidamdente ainda no seu alvo final, que é o consumidor...
Só não é tão interessante pras gravadoras, né, porque num dá mais pra cobrar o olho da cara que custava um CD, já que não dá pra justificar gastos como distribuição, prensagem, arte final... Mas, olha, acho que até os tubarões mais famintos já se ligaram que é o jeito, é o caminho. Claro que eles terão que se acostumar a andar de Astra e não mais de Mercedez, mas é a vida...
Por outro lado, as gravadoras têm tido cada vez menos que arcar com custos de gravação, já que a tecnologia barata viabilizou a vários artistas entregar seus produtos prontos ou semi-prontos. Portanto, noves fora, as gravadoras ainda saem ganhando sim. Não mais rios de dinheiro, não dá mais pra ter departamento de imprensa com 17 pessoas trabalhando, não dá mais pra pagar pra Sula Miranda morar no Maksoud Plaza... Mas ninguém vai passar fome!!!!

3) Qual a principal vantagem desta epoca em q estamos vivendo?
Eu acho que é baixar a bola das gravadoras, sabe, quem precisa de Rolls Royce é a rainha da Inglaterra... Em segundo lugar, é igualar todo mundo. Tipo, quando eu era adolescente, até conseguia ter o que a molecada ouvia na Inglaterra, porque tinha um pouco de grana e sabia onde ir buscar – afinal morava em SP, então dava pra descolar coisas importadas nas galerias, na 7 de abril... Quando eu viajava pro interior, onde vivia a família do meu pai, a garotada me olhava como se eu fosse um ET: como, afinal, eu podia ter discos tão doidões, um visual que parecia que eu vinha de "Londres", nossssssa, como eles me achavam moderna, e olha que eu comprava tudo aqui em SP mesmo... Imagina um adolescente do Acre nos anos 80???
Porra, a internet deu uma banana pra tudo isso. Hoje, não importa da onde você é, importa a tua essência e a tua vontade de ser. A localidade ficou restrita a coisas menores, como sotaque e alguns traços comuns, mas não mais por falta de acesso a "produtos" culturais.

4) Que artista voce soh conheceu devido as facilidades da epoca em que estamos vivendo?
Ouvi Cansei de Ser Sexy pela Trama Virtual assim que elas colocaram as músicas lá, já faz um bom tempo. Atualmente, adoro as músicas do Caxabaxa, que eu também só ouvi pela internet. Fora um monte de coisa esquisita das milhares de net labels que tão por aí. Netlabel é tudo de bom! Os caras são mini-selos que realmente não visam nada além de divulgar músicas e artistas que eles adoram. E tudo com a maior qualidade – vai em qualquer netlabel, cê vai que as músicas todas têm mais de 10megas!!! São gigantes, pra manter a qualidade...

5) O estado da indústria da música atual já realizou algum sonho seu que seria impossível em outra epoca?
Um HD com 32 gigas de música no meu laptop, fora uns HD externo que já tá chegando em quase 100 gigas, hehehehehe. Me sinto a própria "Hi-Fi" da r. Augusta ambulante.

Claudia Assef é editora da revista Beatz

Por Alexandre Matias às 8:59 PM

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::ccMixtape / 34min 96kbps / 120bpm

skipper_-_who_you_are_don_t_change

Zskilz_-_Exit_Stance

askari_-_Strange_Flight

mattrix_-_dj dolores_-_Sanidade

Richard tha IIIrd_-_Nuism

Matlock Mason_-_Death_Drilled_Dance

the100thmonkey_-_motherless_child_(motherless_monkey_dub)

deutscheunschuld_-_religion

pro pessoal do 21º encontro de Conhecimentos Livres em Osasco.

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Por Jeffrey Goldfarb

LONDRES (Reuters) - As gravadoras britânicas reforçaram sua campanha contra a troca ilegal de arquivos musicais, na segunda-feira, ao exigir que dois provedores de acesso à Internet suspendam 59 contas que acreditam estejam sendo usadas para a troca de arquivos musicais protegidos por direitos autorais.

A associação setorial British Phonographic Industry solicitou que a Cable & Wireless e a Tiscali se unissem à cruzada contra as práticas que solaparam a posição de mercado das gravadoras nos últimos anos.

"Nós temos dito já há meses que é inaceitável que os provedores finjam que não vêem as violações de direitos autorais em escala industrial que estão ocorrendo", afirmou Peter Jamieson, presidente da BPI, em comunicado.

"Nós estamos fornecendo à Cable & Wireless e à Tiscali provas inequívocas de violações de direitos autorais praticadas por intermédio de seus serviços", acrescentou. "Cabe a elas, agora, colocar a casa em ordem e impedir que essas pessoas operem".

Uma porta-voz da C&W disse que as normas do provedor do grupo, o Bulldog, previam casos como esse e "normalmente significariam que quaisquer contas usadas para troca ilegal de arquivos seriam fechadas", ainda que se tenha recusado a comentar especificamente sobre as provas quanto aos clientes mencionados pela BPI.

"Tomaremos as medidas necessárias para resolver o problema", ela acrescentou.

A Tiscali disse que não suspende automaticamente contas de clientes por pedidos, mas que isso pode ser feito depois de uma investigação.

"Estamos avaliando a informação que recebemos e vamos responder de maneira apropriada", afirmou a empresa.

A BPI, que já obteve decisões judiciais contra consumidores acusados de download ilegal de música, e que também já encerrou processos desse tipo por acordo com os acusados, anunciou ter reunido provas contra essas contas por meio do uso de redes de trocas de arquivo.

A organização anunciou ter identificado 42 endereços no provedor da C&W e 17 na Tiscali que foram usados para fazer upload de volume significativo de músicas protegidas por direitos autorais. A BPI informou que era capaz de identificar os serviços que estavam sendo usados, mas que apenas os provedores poderiam revelar a identidade dos usuários a quem os endereços pertencem.

Explicit
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Caramujo Sonolento

A Lenda
Du Gato em Bridge
Meu Pai ( tem A.K.A )
Paulinho Baleiro
Quem disse que caramujo não tem coração

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Uma outra economia está nascendo?


O povo que rebola ao som do tecnobrega em Belém pode até não saber, mas são eles o motor de uma das maiores inovações mundiais em termos de economia e cultura. Bandas como Calypso e afins nunca precisaram de gravadoras para lucrar milhões, e ganham tento que já tem até jato particular. A galera do funk carioca pode ainda não ter seu avião, mas também ganha dinheiro sem cair na paranóia do copyright. Estamos falando de música, mas não só de música. São novos modelos de negócio, que seguem uma nova lógica. Continua sendo economia de mercado, mas um mercado, com perdão da expressão surrada, alternativo, com novos meios de produção e distribuição vitaminados pelas novas tecnologias.

O nome “oficial” dessa história é Open Business (http://openbusiness.cc) –não que o pessoal do Calypso faça a mais remota idéia do que isso significa— e trata-se de um fenômeno econômico forte o suficiente para garantir uma mesa no iCommons (“The Enterprise Commons”). “O foco acaba saindo um pouco do indivíduo e caindo mais no comum (commons)”, opina Prodromos Tslavos, da London School of Economics durante sua apresentação. Mas a parte mais interessante, pelo menos para a turma do lado de baixo do equador, foi a pesquisa acadêmica acerca do Open Business, que na América Latina é coordenada por Carolina Rossini, professora da FGV-RJ que faz parte do Centro de Tecnologia e Sociedade (http://www.direitorio.fgv.br/cts) --coordenado por Ronaldo Lemos, representante do creative commons no Brasil.

No Brasil, a pesquisa está focada em três fenômenos musicais. O tecnobrega paraense, o funk carioca e o forró nordestino. O levantamento ainda está no início, mas já traz algumas conclusões interessantes. A mais importante delas é que podermos afirmar com segurança que sim, é possível ganhar dinheiro fora do modelo convencional de produção e distribuição cultural, calcado no copyright. A segunda pergunta é óbvia: como?

“É chamado modelo aberto por duas razões básicas: por tratar a propriedade intelectual de forma mais flexível e por serem cadeias econômica mais horizontais, com menos intermediários”, explica a jovem professora.

Nesse segundo aspecto, o Open Business lembra a Economia Solidária, outro fenômeno, também estudado academicamente e apoiado pelo governo brasileiro, e que vem ganhando força nas periferias do Brasil. A diferença é que na economia solidária a questão da não-exploração do próximo e do cooperativismo são a base da estrutura. Mas voltemos ao Open Business.

Afinal, como ganhar dinheiro abrindo mão do direito autoral?


Peguemos o exemplo mais emblemático, o da banda Calypso. O grupo não trata seus CDs como forma de lucrar, e sim como uma peça de propaganda. A pequena margem de lucro fica toda com os camelôs responsáveis pela distribuição de toda produção. Tudo pode ser gravado e vendido por qualquer um numa boa, copyright é uma palavra à parte dessa relação. Com o preço baixo, os CDs do Calypso vendem em quantidade industrial no norte do país, alavancando o sucesso do grupo. Seus shows reúnem 10 ou 20 mil pessoas, e a banda faz uma quantidade considerável de apresentações por mês. Cabe perguntar se, vendendo CDs no esquema padrão, a R$ 30 (com quase todo lucro indo para uma grande gravadora), o Calypso seria tão conhecido, faria tantos shows e já teria até ido a Gugus e Fastões da vida. Modestamente, acho que não.

A banda ganha dinheiro também vendendo DVDs. Mas não são quaisquer DVDs. São DVDs gravados ao vivo e vendidos na saída do próprio show. A sacada está dando certo, e aumenta a poupança dos reis do tecnobrega, até porque, novamente, não há intermediários.

Enfim, o que tem valor não é mais a mídia em si, e sim a relação que o artista cria com seu público. É uma lógica que faz todo sentido, especialmente lembrando que quase nenhum artista, a não ser os extremamente famosos, ganha dinheiro de fato com CDs. Aliás, mesmo um Jota Quest ou um Chitãozinho da vida ganha uma grana preta mesmo é com shows, livres, pelo menos por enquanto, da facada das gravadoras. Mais do que isso, as grandes gravadoras nacionais, juntas, não lançaram 50 CDs ano passado no Brasil. Ou seja, como costuma dizer Ronaldo Lemos, se você é um novo artista e pretende ganhar dinheiro vendendo CDs, sendo descoberto e lançado por uma gravadora convencional, pode desistir e começar a jogar bola para virar um craque e ir para a Europa. A peneira é bem menor.

O funk carioca, por sua vez, se não grava DVDs, ganha seus trocos (às vezes muitos trocos) também com shows e com suas aparelhagens. Um artista canta a música do outro numa boa. Uma equipe também toca a música da outra e vamos em frente, e aí todo mundo ganha com os bailes.

Software Livre já está nessa faz tempo


É importante ressaltar que o movimento do software livre já sacou há muito tempo que não é preciso explorar o copyright para se ganhar dinheiro. “Eles ganham customizando os softwares para as empresas, e também com manutenção e consultoria, por exemplo”, analisa Carolina. Ou seja, ninguém cobra R$ 1.400 por uma licença de Office e todo mundo sai feliz.

Cinema nigeriano é o maior do mundo. E lá o copyright nem existe

Pegando uma ponte aérea Brasil-África, surge outro exemplo bacana. A Nigéria, país no qual ainda nem existe lei de diretos autorais, a produção cinematográfica é a maior do mundo. Maior do que Hollywood ou do que a indiana Bollywood. E o país nem tem salas de cinema. Como funciona essa loucura? As pessoas produzem filmes em DVDs e vendem nos camelôs. Simples assim. E produzem centenas de filmes por ano, que são vendidos, a preço bem baixo, em milhares de camelôs por todo país --que, vale lembrar, tem mais de mais de 130 milhões de habitantes. E o mais incrível é que esse sistema funciona muito bem. Tremendo Open Business.

Enfim, bons exemplos no Brasil e mundo afora não faltam. Quase todos eles são praticados sem nenhum tipo de consciência sobre o que é open business, creative commons e afins. São, sim, baseados na vida real, na necessidade, no vácuo das restrições do mercado tradicional e das grandes empresas. E o mais legal é que tem funcionado e crescido. Mas a resposta à questão do título ainda está por vir.

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::ccMixtape / 62min 96kbps / Música lliure

PlouenCatximbes_Aramaixeco
Pomada_Sols
GilbertoGil_Oslodum
LosSubwoofus_Auti
Ix_Desordreamoros
Safanoria_Televisio
At Versaris_Hemdemillorar
Cesk Freixas _Unbrindisperlesnostresvides
DijousPaella _Quedatambmi
Roig_Elsamosdelaterra
Conxita_Llepo
AnswerVelocitat
Revolta21_Elmateixquetusents
ChebBalowski_Portumirada
Laultravioletaexperience_TeletransporterMen
LaMundial_Riego_Remix_Internet
PiratsSoundSistema_Competitivitat
OrxataSoundSystem_Semideus
Guillamino_CitiusAltiusFortius

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::ccMixtape / 44min 96kbps

DJ Angelis Sanctus_deep4u

tazzista_-_how_do_you_(techno-house_remix)

dj_delta_-_Subliminal_Subterranean-Mix

dimo_-_Candy_electro

nero_-_Making_Me_Nervous_(nero_s_nervous_mix)-Brad_Sucks

sharp_-_Maya_(Ground_and_Sky_Mix)

crammed_-_Mixro_-_Noite_de_Carnaval_by_Code

hisboyelroy_-_Cuckoo_(passive-aggressive_mix)

dr_gore2000_-_Re-Acting

williamberry_-_Sick_as_a_Dog_(bill_berry_mix)

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.:ccMixtape / 38min 96kbps

copyrightcriminals_-_infopablo00_-_1991_(Prozac_Edit)

lavouraeletro_-_Grass_(Reform-Mix)

EdShift_-_Move_Faster

EcHo2K_-_Sweet_Music_(Lips_of_God_RMX)

laerlooper_-_This_Time_With_Soul_

disharmonic_-_Cosmic_Tune

lethal_laurence_-_Road_to_Jupiter

phusion_-_Language_of_My_Reality

revken_-_MassiveClubHit_(feat._Lisa_DeBenedictis)

sasasavic_-_Sunrise_Lane_(Original)

[PLAY]